Há dias dei por mim a olhar para uma lata de WD-40 e ocorreu-me uma pergunta que nunca tinha feito:
Porque é que se chama WD-40?
Fui investigar.
Então, na década de 1950, uma pequena empresa norte-americana estava a desenvolver um produto para a indústria aeroespacial.
O objetivo era encontrar uma fórmula que expulsasse a humidade e protegesse as peças metálicas da corrosão.
Os químicos começaram a fazer testes.
A primeira fórmula falhou.
A segunda também.
A terceira também.
E assim continuaram.
Só à 40.ª tentativa conseguiram criar a fórmula que procuravam.
Em vez de inventarem um nome mais apelativo, decidiram chamar-lhe simplesmente WD-40: Water Displacement, 40th Formula.
Mas há outro pormenor curioso nesta história.
Depois de encontrarem a fórmula certa, não sentiram necessidade de criar um WD-41, um WD-42 ou um WD-43.
Mantiveram-se fiéis àquilo que sabiam que funcionava.
E isso fez-me pensar no marketing.
Às vezes é preciso experimentar. Nem todas as ideias resultam à primeira e nem todas as estratégias são as certas. Faz parte do processo testar, ajustar e aprender.
O problema é que muitas pessoas passam de um extremo para o outro.
Ou nunca experimentam nada de novo…
…ou mudam de estratégia ao primeiro sinal de que os resultados não apareceram.
Publicam durante duas semanas e desistem.
Enviam quatro ou cinco e-mails e concluem que “ninguém lê”.
Criam um website e, ao fim de um mês, dizem que “não funciona”.
A verdade é que uma boa estratégia precisa de tempo.
A confiança não se constrói de um dia para o outro.
A notoriedade também não.
Há outra armadilha de que quase nunca se fala.
Nós fartamo-nos da nossa comunicação muito mais depressa do que os nossos clientes.
Nós vemos as nossas publicações todos os dias.
Conhecemos os nossos argumentos de cor.
Recebemos os nossos próprios e-mails.
Mas os nossos clientes não.
Na maioria das vezes, eles veem apenas uma pequena parte daquilo que fazemos. E muitos nem chegam a ver metade.
Por isso, antes de mudares tudo porque sentes que a tua comunicação está “gasta”, faz uma pausa e pergunta-te:
Será que os meus clientes estão realmente fartos… ou sou apenas eu?
A história do WD-40 lembra-nos de duas coisas.
Primeiro, que é preciso experimentar até encontrar uma boa fórmula.
Depois, que é preciso ter a disciplina de lhe dar tempo para funcionar.
Nem desistir cedo demais.
Nem mudar só porque nos aborrecemos.
Concordas ou nem por isso?
Um abraço e tem um dia excelente,
Marco Paulo Costa
www.omeunegocioimobiliario.com
