Há coisas que deixam de funcionar e nós nem nos apercebemos logo.
Já reparaste como isso acontece? Um relógio de parede que pára. Uma lâmpada que funde. Uma rotina que já não faz sentido mas continuas a fazer por hábito.
Durante uns tempos, ainda notas. “Ah, tenho de arranjar isto.”
Mas depois acostumas-te. O relógio fica ali, parado, e tu deixas de olhar para ele.
Passas por ele todos os dias e já nem vês.
Até que um dia alguém vem a tua casa e pergunta: “Este relógio está parado há quanto tempo?”
E tu apercebes-te. Meses. Talvez anos.
Simplesmente te habituaste a ter ali uma coisa que já não serve para nada.
Custa muito menos manter as coisas a funcionar do que ignorá-las até se tornarem invisíveis.
Mas é isso que fazemos. Até no trabalho.
Que processos tens que já não funcionam mas continuas a usar?
Aquele CRM que abres uma vez por mês e está sempre desatualizado.
O modelo de proposta que copias há 3 anos e nunca atualizaste.
A forma como qualificas leads que já não serve para o mercado de hoje.
Ou pior: aquelas desculpas que dás aos clientes que já ninguém acredita.
“O mercado está difícil.”
“Não há casas para vender.”
“Está tudo muito caro.”
São relógios parados.
Coisas que talvez até tenham funcionado num determinado momento, mas agora? Só ocupam espaço.
O problema não é ter processos antigos. O problema é nem reparar que estão parados.
Continuamos a fazer as coisas da mesma forma porque “sempre foi assim”, sem questionar se ainda faz sentido.
Sem nos apercebermos que o mundo mudou e nós ficámos com um relógio parado na mão.
Hoje, convido-te a identificar uma coisa que já não te serve.
Pode ser uma ferramenta. Um processo. Um hábito. Uma crença sobre como “as coisas têm de ser feitas”.
Não precisa de ser grande. Pode ser algo pequeno que está ali, parado, a ocupar espaço mental.
E depois pergunta-te: isto ainda funciona? Ainda me serve? Ou está só aqui por inércia?
Se está parado, arranja ou deita fora.
Mas não o deixes ali pendurado na parede a fingir que ainda serve para alguma coisa.
Um abraço e tem um dia excelente,
Marco Paulo Costa
www.omeunegocioimobiliario.com

