Eis uma lição de marketing interessante…
Costumavam perguntar a Jim Rohn porque insistia em comprar cadernos caros, completamente em branco.
Na altura, um bom caderno em pele custava uma pequena fortuna.
A resposta dele surpreendia toda a gente.
“Compro cadernos caros porque isso obriga-me a escrever neles ideias valiosas.”
À primeira vista, não faz muito sentido.
Afinal, um caderno de 2 euros também serve para escrever.
As folhas fazem exatamente a mesma função.
A caneta escreve da mesma maneira.
Mas repara no que acontece.
Quando compras um caderno barato, não pensas duas vezes antes de escrever um número de telefone, uma lista de compras ou uma ideia qualquer que daqui a dois dias já esqueceste.
Quando tens um caderno especial, hesitas.
Perguntas a ti próprio:
“Isto merece mesmo ocupar uma página deste caderno?”
O caderno não mudou.
Quem mudou foste tu.
Foi o significado que lhe deste.
E isto acontece constantemente.
Há pessoas que vestem um fato e, automaticamente, sentem-se mais confiantes.
Há quem cuide muito mais de um carro novo do que cuidava do antigo.
Há quem compre um relógio caro e passe a chegar sempre a horas.
Os objetos têm um poder curioso.
Não porque façam alguma coisa diferente.
Mas porque mudam a forma como nós nos comportamos.
Foi exatamente isso que a Moleskine percebeu.
Nunca vendeu apenas um caderno.
Vendeu um objeto que as pessoas passaram a associar às suas melhores ideias.
E agora vem a parte interessante.
Também o teu marketing está a dizer às pessoas como devem olhar para o teu negócio.
Se toda a tua comunicação falar apenas de preços, serviços e características, é exatamente isso que os clientes vão valorizar.
Mas se conseguires associar o teu nome a uma determinada ideia, a um problema que resolves ou a uma transformação que proporcionas, deixas de ser apenas mais uma opção.
Porque, no fim, não é o produto ou serviço que muda.
É o significado que lhe damos.
E essa é uma lição de marketing poderosa.
Jim Rohn não comprava um caderno caro porque já tinha grandes ideias.
Comprava-o porque queria obrigar-se a tê-las.
As melhores marcas fazem exatamente a mesma coisa.
Criam um significado tão forte à volta do que vendem que acabam por elevar a expectativa dos próprios clientes.
E, curiosamente, também elevam a sua própria.
Talvez seja essa a pergunta que vale a pena fazer:
O teu marketing está apenas a mostrar o que fazes… ou está a desafiar os teus clientes a olharem para ti de outra forma?
Um abraço e tem um dia excelente,
Marco Paulo Costa
www.omeunegocioimobiliario.com

