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O erro fatal de tentar ser “o melhor”

Há histórias de sucesso que começam com uma visão brilhante.

E depois há as outras.

A Pepsi pertence ao segundo grupo.

Não nasceu de um plano genial.

Não teve um fundador lendário.

Não teve um início glorioso.

Teve falhanços. Vários.

Tudo começa com um farmacêutico americano que inventa uma bebida. Resulta. Cresce. Espalha-se.

Parece um caso clássico de sucesso.

Até deixar de ser.

O preço do açúcar dispara após a Primeira Guerra Mundial. Ele aposta mal. Perde tudo.

A empresa vai à falência.

Fim da história?

Não.

Alguém compra a marca… e falha outra vez.

Nova falência.

Duas falências. Dois donos diferentes.

Uma marca morta. Daquelas que ninguém quer.

Até que aparece um terceiro homem.

Não era visionário.

Não queria mudar o mundo.

Estava… chateado.

Tinha uma cadeia de lojas. Queria vender Coca-Cola.

A Coca-Cola recusou fazer desconto.

Então fez o que ninguém esperava…

Comprou a Pepsi — só para não depender da Coca-Cola.

Ressuscitou a marca por teimosia, não por estratégia.

Vendeu mais barato.

Deu mais quantidade.

Falou para quem tinha pouco dinheiro.

A Pepsi não era “a melhor”.

Era a alternativa possível.

E sobreviveu.

Durante anos, foi isso…

A segunda escolha.

A marca barata.

A que se comprava quando a outra era cara demais.

Nada de glamour.

Nada de mito.

Até que entra um novo CEO. Um vendedor.

E ele percebe uma coisa simples, mas brutal:

A Pepsi nunca iria ganhar à Coca-Cola no jogo da tradição.

Então mudou o jogo.

Em vez de disputar o passado, apostou no futuro.

Em vez de falar de sabor, falou de identidade.

Em vez de tentar convencer os pais, falou com os filhos.

Nasceu a Pepsi Generation.

Depois fez algo ainda mais inteligente.

Juntou bebidas com snacks.

Enquanto a Coca-Cola vendia refrigerantes, a Pepsi passou a dominar o momento inteiro.

Não ganhou por ser melhor.

Ganhou por ser diferente.

Hoje é um gigante global.

Mas não por causa do início.

Pelo contrário.

Porque nunca aceitou ficar onde estava.

Agora deixa-me falar-te do teu negócio imobiliário.

Porque esta história não é sobre refrigerantes.

É sobre posiçãopersistência e jogo longo.

Quantos agentes conheces que:

– Não entraram no mercado na melhor altura

– Herdaram carteiras fracas

– Trabalham numa zona “difícil”

– Não têm uma marca forte

– São vistos como “mais um”

Quantos olham para o próprio negócio como uma Pepsi falida duas vezes?

E quantos desistem por isso?

A maior parte.

Mas a pergunta certa não é:

“Tenho o melhor começo?”

É esta:

Estou disposto a continuar tempo suficiente para descobrir o meu jogo?

Talvez não sejas o agente “premium”.

Talvez não sejas o mais caro.

Talvez não sejas o mais conhecido.

E então?

A Pepsi assumiu ser a alternativa.

E fez disso uma vantagem.

No imobiliário, isso pode ser:

– Ser o agente mais próximo, não o mais famoso

– Ser o mais consistente, não o mais mediático

– Ser o que acompanha depois da escritura, não só até à venda

– Ser o que educa, não o que promete

Não precisas de um início lendário.

Precisas de continuar quando outros param.

Os negócios que vencem não são os que começam melhor.

São os que duram mais tempo sem desistir.

Se hoje o teu negócio parece uma confusão…

Se parece pequeno…

Se parece atrasado…

Talvez estejas exatamente no ponto onde as boas histórias começam.

Não com um grande plano.

Mas com alguém que decide não ficar no chão.

Continua.

Ajusta.

Muda de jogo se for preciso.

O mercado recompensa quem permanece.

E isso, no imobiliário, ainda faz toda a diferença.

Um abraço e tem um dia excelente,